qua. ago 10th, 2022

Um procurar da Nielsen, empresa de medição, dados e análise de audiência, em parceria com a Opinion Box, especializada em pesquisa de mercado online, trouxe à tona informações importantes sobre o desempenho feminino em mercado de trabalho. Concluiu-se, por exemplo, que 46% das sofreram ou testemunharam cenas de assédio nas empresas em que atuam.

Intitulado “ELAS: comportamentos e barreiras”, o estudo teve como objetivo estimular a inclusão por meio das técnicas de pesquisa da empresa, além de conhecer o perfil da mulher brasileira em diferentes frentes, chamando a atenção para as e o mercado de trabalho.

“O papel da mulher no mercado de trabalho tem sido limitado por construções sociais. Ser mulher significa estar exposta a ser questionada sobre assuntos alheios à sua competência profissional (como com quem estarão seus filhos), desde o momento da entrevista até chegar a um cargo de liderança. Por isso, neste estudo buscamos entender a percepção do público sobre esses importantes temas que sempre precisam ser revisitados em prol da mudança”, afirma Sabrina Balhes, líder de Medição da Nielsen Brasil.

Abaixo estão alguns dos destaques da pesquisa:

assédio no trabalho

A pesquisa revelou que 48% das entrevistadas que conhecem o termo mansplaining (quando um homem explica algo para uma mulher desconsiderando o que ela já sabe sobre o assunto) já presenciaram essa prática no trabalho.

Esse número é ainda maior no caso do keeprupting (interrupção masculina na fala da mulher a ponto de impedi-la de opinar) – 54%.

Em relação ao assédio no trabalho, 46% já sofreram ou presenciaram tais cenas.

A gravidez como barreira para a contratação

A grande maioria das entrevistadas acredita que a possibilidade de engravidar pode ser um empecilho nas entrevistas de emprego. De acordo com a pesquisa, 88% dos entrevistados concordam que a gravidez pode ser considerada um motivo para não contratá-los. Além disso, 75% deles dizem que isso pode ser um motivo para questionar sua capacidade de trabalhar.

As são questionadas mais sobre ter filhos.

Além de a gravidez influenciar na possibilidade de contratação, três em cada quatro mulheres (75%) dizem ter sido questionadas em entrevistas de emprego sobre ter filhos e com quem deixariam os filhos para trabalhar. Entre os homens, a taxa é de 69%.

A pesquisa mostra ainda que 23% dos entrevistados acreditam que esse tipo de pergunta dificultou a entrevista, número que para os foi de apenas 8%.

Dever de casa entre as principais atividades diárias

As ainda estão muito mais envolvidas nas atividades domésticas do que os homens. Enquanto 22% dos entrevistados responderam que cuidar da casa é sua principal atividade durante o dia, entre os essa taxa é de apenas 2%. O trabalho doméstico perde apenas para o trabalho (50%) entre as mulheres.

A maioria dos acredita na igualdade de gênero

A pesquisa mostra que a maioria do público masculino entrevistado (68%) acredita que as mulheres são tão capazes quanto os em desempenhar as mesmas funções no trabalho. Em contrapartida, apenas 16% pensam o contrário, principalmente na faixa etária acima de 55 anos.

Quando perguntados como se sentem em relação às mulheres em cargos superiores ou de liderança, 58% responderam que se sentem à vontade versus 13% que dizem não se sentir à vontade.

O estudo foi realizado entre 24 de fevereiro e 2 de março, utilizando um questionário online para 1.000 pessoas de todas as regiões do país. Entre os entrevistados, 69% eram mulheres, 24% e 7% optaram por não mencionar o gênero.

Para acessar mais insights inéditos da pesquisa, Clique aqui.

Assédio no trabalho faz parte da rotina de 46% das mulheres, revela pesquisa – evisos Brasil

By Globo